ângulo #32: LIBERDADE CRIATIVA

Casa da MoedaUma das queixas mais ouvidas da parte de autores publicados por auto-financiamento, o chamado vanity-publishing, é a ausência de edição de texto. Na maioria dos casos já é uma sorte o texto ser revisto em busca de erros ortográficos, quanto mais editado. Felizmente ainda existem editoras em Portugal que não hesitam em mudar uma vírgula aqui, um ponto ali, uma letra acolá, tudo para bem do texto final.

É o caso da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), responsável pela publicação do Diário da República. Anda para aí uma grande polémica por causa da limitação de mandatos (ou da limitação dos mandatos, como preferirem), tudo porque alguém da INCM trocou um “de” por um “da”. É uma tentativa descarada de arranjar confusão. Só isso. Serve como desculpa para o que está acontecer, mas podem ter a certeza de que, se não fosse por isto, seria por outra coisa qualquer.

Já não é a primeira vez que textos produzidos na Asssembleia da República são alvo de revisões. Recordo-me daquela intervenção do ex-PGR, Pinto Monteiro, que numa comissão parlamentar pediu aos deputados para tirarem certa vírgula que vinha entre um sujeito e um predicado.

Há um ano atrás, um juiz de Viana de Castelo determinou que os requerimentos apresentados em tribunal deveriam ser escritos com a grafia antiga, uma vez que a grafia do AO não se encontra reconhecido juridicamente. Por outro lado, na casa onde se fazem as leis, a grafia que usam é o AO. Afinal onde é que está o erro?

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Sobre Joel G. Gomes

Escritor, guionista e cronista. Autor dos romances "Um Cappuccino Vermelho" e "A Imagem". Autor do livro 'Um Cappuccino Vermelho'. Guionista das curtas-metragens 'O Atraso' (realizada por David Rebordão) e 'A Chamada' (realizada por Vasco Rosa). Cronista regular nos jornais O Rio, Jornal do Barreiro, O Primeiro de Janeiro, Jornal da Bairrada e, menos regularmente, nos jornais Voz da Póvoa e Jornal do Alto Alentejo.
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