postigo #19: O FUTURO… TÃO DISTANTE

Nunca é cedo demais para começar a tomar medidas quando as consequências da nossa inércia podem ser catastróficas. É verdade que o hábito de deixar tudo para a última traz consigo alguns dissabores difíceis de combater. Noutras ocasiões, porém, é tão longe e inevitável a consequência que não há prevenção que lhe valha.

Daqui a uns escassos quatro mil milhões de anos, «o Sol vai aumentar de tamanho e de luminosidade de forma catastrófica e vai engolir o planeta Terra, uma vez que o raio do Sol ultrapassará a actual órbita terrestre». A profecia, cientificamente sustentada, é feita por Tiago Campante na sua tese de doutoramento “Asterossismologia: Métodos de Análise de Dados e Interpretação na Era de Missões Espaciais”, apresentada há meses na Universidade do Porto.

É uma observação pertinente e um marco na sua área de saber, mas também algo que passa ao lado do comum cidadão. Se o comum cidadão já pouco liga a perigos mais imediatos, com este então de certeza que não perderá o sono.

Os dados agora recolhidos permitirão aos cientistas saber o passado e o futuro do Sol e especular com mais ou menos rigor. Não se sabe se viveremos para testemunhar esse momento ou se, por essa altura, habitaremos outros planetas ou se, no pior dos cenários, seremos menos que uma memória vaga e distante. Pela nossa forma de estar enquanto espécie, sou tentado a acreditar que não testemunharemos o fim do Sol, mas o Sol testemunhará o nosso. Bem antes do que daqui a quatro mil milhões de anos.

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Sobre Joel G. Gomes

Escritor, guionista e cronista. Autor dos romances "Um Cappuccino Vermelho" e "A Imagem". Autor do livro 'Um Cappuccino Vermelho'. Guionista das curtas-metragens 'O Atraso' (realizada por David Rebordão) e 'A Chamada' (realizada por Vasco Rosa). Cronista regular nos jornais O Rio, Jornal do Barreiro, O Primeiro de Janeiro, Jornal da Bairrada e, menos regularmente, nos jornais Voz da Póvoa e Jornal do Alto Alentejo.
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