Joel G. Gomes

Estimados seguidores, só para avisar que em breve irei mudar-me para novo sítio. É só clicar na imagem.

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2013

297 dias. Eis quanto tempo passou desde que escrevi e publiquei o meu último artigo neste blogue. 2013 foi um ano de muitos projectos iniciados e continuados, mas nem todos concretizados.

 De todos os projectos em que estive envolvido destaco dois: A Imagem e Sangue Frio. Os restantes conhecerão a luz do dia em 2014. Eis o ponto de situação:


a-imagem-capa-betaA IMAGEM

Em 2012 acreditei que em 2013 iria conseguir publicar a sequela de Um Cappuccino Vermelho, A Imagem. Infelizmente houve algum atraso nas revisões, o que fez com que a edição em papel só venha a estar disponível em 2014.

Há meses publiquei uma edição-beta que pode ser descarregada ou lida aqui.

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Sangue Frio foi um projecto iniciado em 2012, mas foi em 2013 que teve o seu grande desenvolvimento. A tarefa de criar um conceito, um mundo, personagens e uma história capaz de se sustentar durante 12 a 13 episódios foi tão difícil como escrever os 25 minutos que tinha o primeiro episódio. Embora os meios fossem poucos, a vontade de fazer algo diferente era muita. Infelizmente, só ter vontade não chega.

Como série de televisão, Sangue Frio ficou pelo caminho. Pode ser que venha a ressurgir como longa-metragem. Esperemos para ver.

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divulgação: Portugal ao Domicílio

portugalaodomiciliologoPara quem é de cá, mas não mora cá, o site Portugal ao Domicílio leva até si os produtos que caracterizam a identidade nacional.

Vale a pena a visita e, já agora, a encomenda.

(Nota: não tenho qualquer ligação ao site, nem a ninguém com ele relacionado, apenas acho que merece a divulgação.)

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ângulo #32: LIBERDADE CRIATIVA

Casa da MoedaUma das queixas mais ouvidas da parte de autores publicados por auto-financiamento, o chamado vanity-publishing, é a ausência de edição de texto. Na maioria dos casos já é uma sorte o texto ser revisto em busca de erros ortográficos, quanto mais editado. Felizmente ainda existem editoras em Portugal que não hesitam em mudar uma vírgula aqui, um ponto ali, uma letra acolá, tudo para bem do texto final.

É o caso da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), responsável pela publicação do Diário da República. Anda para aí uma grande polémica por causa da limitação de mandatos (ou da limitação dos mandatos, como preferirem), tudo porque alguém da INCM trocou um “de” por um “da”. É uma tentativa descarada de arranjar confusão. Só isso. Serve como desculpa para o que está acontecer, mas podem ter a certeza de que, se não fosse por isto, seria por outra coisa qualquer.

Já não é a primeira vez que textos produzidos na Asssembleia da República são alvo de revisões. Recordo-me daquela intervenção do ex-PGR, Pinto Monteiro, que numa comissão parlamentar pediu aos deputados para tirarem certa vírgula que vinha entre um sujeito e um predicado.

Há um ano atrás, um juiz de Viana de Castelo determinou que os requerimentos apresentados em tribunal deveriam ser escritos com a grafia antiga, uma vez que a grafia do AO não se encontra reconhecido juridicamente. Por outro lado, na casa onde se fazem as leis, a grafia que usam é o AO. Afinal onde é que está o erro?

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ângulo #31: A CLASSE OPRIMIDA

banqueiros.paginaA UE quer avançar com legislação que imponha um limite às remunerações auferidas pelos banqueiros. Sim. Também eu estou chocado. Parte da minha razão de ser é a maldicência dessa cambada de abutres que ganha balúrdios a brincar com o nosso dinheiro. Se acabarem com isso e um banqueiro passar a ganhar tanto como, sei lá, um trolha, de quem é que eu vou falar mal?

A iniciativa partiu do Parlamento Europeu, o apoio da França e da Alemanha. Mas esta gente não tem mais nada para fazer? Maldita a hora em que se começaram a entender! Às vezes fico com saudades do tempo em que andavam às turras. Ao menos não se metiam com invenções destas.

O capitalismo selvagem é lamentável e a faltade rigor financeiro foi o que nos trouxe até aqui. Basicamente, o que aconteceu durante muito tempo foi isto: nós colocamos dinheiro no banco, os senhores do banco pegam no nosso dinheiro e investem-no à parva. Só por isso já recebem um prémio – tipo prémio de participação -, se ganharem é mais outro tanto. Por azar perdem e pedem dinheiro dinheiro emprestado ao Estado. O Estado empresta, o défice aumenta, aumentam os impostos. O Estado pede dinheiro emprestado à Banca. A Banca empresta o nosso dinheiro, cobrando juros altíssimos. O Estado pede ajuda ao estrangeiro. O estrangeiro ajuda, com juros ainda mais altos. Nós pagamos.

Querem acabar com isto. Não podemos deixar que isso aconteça. Reparem, não estou a dizer que isto é bom, nem que não gostaria que isto desaparecesse. Gosto de ter algo para criticar, mas preferiria que o problema desaparecesse. Infelizmente, uma grande lição que já aprendi em relação a estas situações de índole financeira é que sempre que uma delas desaparece, em vez de coisa boa, o que vem a seguir é sempre algo pior.

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postigo #23: DO DIREITO DE AUTOR À CÓPIA ILEGAL

fotocopiaComo autor sou contra, repudio e condeno veementemente a cópia ilegal de livros, como consumidor sou a favor porque entre gastar 20 ou 5 euros, prefiro a segunda hipótese. (O dinheiro não é o único factor, mas é um factor. Não faço isso com livros de pessoas amigas ou livros que pretendo guardar.) Admito que possa causar alguma estranheza esta minha posição. Alguns designá-la-iam até por hipócrita. Não é. Posso ser a favor dos direitos de autor e da partilha em simultâneo. A prova disso é que o meu livro “Um Cappuccino Vermelho” está disponível em formato electrónico gratuito para quem o quiser descarregar.

Números da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros estima que em 2012 a cópia ilegal de livros causou um prejuízo de 67,57 milhões de euros. São 11,35 milhões em impostos que não vão para os cofres do Estado. Há aqui duas situações que importa esclarecer. Primeiro, tenho as minhas dúvidas de que as editoras e as livrarias teriam perto de 70 milhões de euros de lucros se ninguém tivesse fotocopiado todos estes livros. Livro não fotocopiado não significa obrigatoriamente livro vendido. Segundo, pode ter sido erro jornalístico, pode ter sido erro do próprio estudo, o que é facto é que 11,35 milhões correspondem mais uma taxa de IVA de 23% do que de 6% (a esta percentagem, o valor correspondente é de 4,05 milhões de euros). É claro que falta contabilizar os valores de IRC e outros impostos, mas ainda assim a ideia que dá é que os números estão exagerados para parecerem pior do que realmente são.

Condene-se, aprove-se, faça-se o que se quiser, mas seja-se honesto. E correcto. Nas instituições de ensino universitário, onde esta prática é mais corrente porque – espanto dos espantos – nem toda a gente tem dinheiro para gastar 30, 80 ou 100 euros num livro, é onde as autoridades fiscalizam mais em força. Mas é também nestas instituições que ocorrem as maiores atenuantes; em particular, os docentes que obrigam à compra dos seus próprios livros. Que o professor indique livros obrigatórios é uma coisa, que o livro obrigatório seja o seu é um pouco diferente. Pode não ser judicialmente punível, mas é de certeza eticamente condenável.

Voltarei a este tema um dia destes.

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ângulo #30: NÃO ME LEMBRO DO QUE ALMOCEI ONTEM

imagesTalvez por ter acabado de almoçar há pouco. Segundo um estudo publicado na revista Science passar ajuda à memória. (Quem diria! Aposto que os subnutridos devem ter a chamada memória de elefante.) O estudo foi realizado por cientistas japoneses, depois de beberem litradas e litradas de saké, com o auxílio de moscas de fruta. Faz-me confusão de que modo é que as moscas da fruta fornecem dados para análise, mas isso é natural porque não sou cientista.

À partida parece mais um estudo parvo, mas as aparências iludem. (É normal quando se trata de cenas japonesas. À primeira vista o bukkake parece uma cena nojenta, mas depois vai-se a ver e é de facto uma cena nojenta.) Para mim, a correlação entre fome e memória era o que precisávamos para voltarmos a ter resultados académicos bons e, acima de tudo, honestos.

É fácil de ver: no antigamente havia fome e os alunos sabiam de cor todas as estações de caminhos de ferro, rios, afluentes e outras toneladas de informação que tinham uma aplicação incrivelmente prática no dia a dia. Depois, veio a democracia, começaram a engordar e depressa se esqueceram das coisas. Aliás, a razão pela qual a CP encerrou muitas linhas foi porque as pessoas deixaram de lembrar-se das estações.

Governos anteriores apostaram no facilitismo na penalização dos docentes que não aprovem a eito e na adulteração de estatísticas. Este quer que regressemos ao tempo de uma sardinha por família. São opções. Lembram-se desse tempo? Eu não, mas é só porque acabei de almoçar há pouco.

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ângulo #29: A CAVALO APREENDIDO NÃO SE PAGA

ng40A796A9-D0C4-4402-BC59-C89E78AB478AEsta semana a ASAE apreendeu toneladas de alimentos suspeitos de possuírem carne de cavalo nas suas composições, entre os quais iogurtes, compotas e pacotes de arroz. O cavalo, como qualquer um sabe é um homem animal, de hábitos alimentares e higiénicos reprováveis, por isso só temos a agradecer aos senhores fiscais da ASAE por se preocuparem tanto connosco e por não entrarem numa caça às bruxas desenfreada. Sorte nossa que souberam manter o discernimento.

Azar dos azares: muitos dos produtos apreendidos, após análise, revelaram não possuir qualquer vestígio de carne de cavalo. O grande problema era o rótulo. Ora querem lá ver? E agora? O que fazer a todos estes alimentos apreendidos? Por sorte, assim como apareceu a ASAE para apreender estes alimentos suspeitos, surgiram também a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e o Banco Alimentar contra a Fome (Jonet, que saudades!) que mostraram interesse em receber estes produtos alimentares mal rotulados.  Ainda há gente boa neste mundo. Eu não seria tão generoso. Para mim, produto alimentar com erros volta logo para trás. Ontem no café pedi um sumol de ananás e uma sandes de fiambre; o sumol veio sem problemas, já a sandes era de fianbre.

Resumindo, o que temos de errado não é carne de cavalo em excess, é ausência de referência a esse componente e isso justifica uma apreensão destas. Não quero ser picuínhas, mas isso soa-me a desculpa da treta. Uma peta mal enjorcada, se me permitem. Não tenho nada contra que instituições de solidariedade social recebam estes alimentos, apenas contesto a validade da apreensão dos mesmos.  Quando são detectados erros em livros após estes saírem da gráfica não se deitam fora os livros, imprime-se uma errata e coloca-se no início ou na página em questão. Um erro de rotulagem é um erro remediável: imprime-se um rótulo novo e cola-se por cima. Pelo menos seria assim que eu faria antes. Agora que já aprendi o truque, vou passar a andar com mais atenção às embalagens para ver os rótulos têm erros. Quais promoções, quais quê!

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Workshop de Realização de David Rebordão

O meu amigo realizador David Rebordão, que comigo colaborou nos projectos O ATRASO, LENDAS EM SÉRIE e REAL PLAYING GAME, organizou um Workshop de Realização, sugestivamente intitulado ‘Da Ficção à Realidade’.

Para mais informações sobre este workshop e o seu dinamizador cliquem, respectivamente, aqui e aqui.

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ângulo #28: DE SETAD A RECTIFICAÇÃO, PERDÃO, RETIFICAÇÃO

FBF35C39BCBB25CFC41FED19F4D6BSolenes cumprimentos, estimadas pessoas e outros seres. Já lá vão alguns mesitos desde que pus os pés aqui. O que tenho andado a fazer neste tempo todo? A mandriar? Às vezes, mas nem sempre. Tenho andado atarefado com outros projectos, mas eis que me vejo obrigado a regressar às lides cronísticas. Mais que não seja porque, desde que me ausentei, dos vários jornais para onde costumo escrever, um está suspenso, o outro passou a ter só edição online. De modo que é melhor aproveitar enquanto ainda há jornais e escrever as minhas bambochatas.

Antes de mais, convém dizer que o estilo destes artigos irá sofrer algumas alterações. Ao invés de me focar num único assunto, passarei a abordar vários. É uma experiência. Se não resultar, volta-se ao antigamente. Cá vamos.

Ataollah Soleimanian, realizador iraniano responsável por grandes êxitos como “Atirem Pedras ao Infiel!”, “Atirem Pedras ao Infiel! 2” (escusado, na minha opinião) e “Não me Cortes a Barba, meu!”, comprometeu-se a recontar a história abordada no filme “Argo”, de Ben Affleck, mas do ponto de vista iraniano. O filme americano tem sido alvo de vários prémios, embora haja quem preferisse transformar o próprio realizador num alvo. O filme chamar-se-á “Setad Moshtarak” (“Os Chefes do Estado-Maior”, em farsi), mas quando estrear em Portugal podemos ter a certeza que vai ser qualquer coisa como “Intriga no Deserto”.

A Coca-Cola lançou uma campanha contra a obesidade. O objectivo passa por convencer as pessoas a deixarem de beber tanta Coca-Cola. Recorde-se que em Outubro do ano passado, em Nova Iorque, foi proibida a venda de refrigerantes em copos com mais de 473 mililitros, só que essa medida só entrará em vigor em Março. Até lá, a ideia é… Não faço ideia.  Sou só eu que acho que a Coca-Cola fazer campanha contra obesidade é o mesmo que o McDonald’s fazer campanha por uma alimentação saudável? Ou o Vidal das Gomas fazer campanha pela saúde dentária?

E já agora, entre obesidade e alcoolismo, uma cerveja (média) é mais barata que um refrigerante (lata 33 cl). Onde está a prioridade? Hoje já morreu pelo menos uma pessoa por excesso de álcool no sangue; não devem ter morrido assim tantas por enfardarem Kinders às pazadas.

O Centro Comercial Colombo fechou. Em seu lugar abriu o Centro Comercial Colomb. Há quem diga que a queda do “o” final foi culpa do temporal que assolou Portugal no mês passado. Percebo a relação, embora discorde do termo “culpa” aplicado neste contexto. Penso que foi antes a resposta às preces de todos aqueles que não sabiam dizer bem o nome deste centro comercial. Só que foi uma prece mal atendida, caso contrário o nome agora seria “Clombo”.

O Álvaro mantém total confiança em Franquelim Alves, o novo secretário de Estado do Empreendedorismo (omissão de passagem pela SLN), Competitividade (restantes elementos do Governo, PSD e CDS ligados ao BPN) e Inovação (chamar-se Franquelim e não ser brasuca). O Álvaro invocou a idoneidade de Alves e os mais de 43 anos de gestão que este possui. Peter Travers, o crítico de cinema da revista Rolling Stone, considerou o filme “Movie 43” o pior do mês de Janeiro e sério candidato a um dos piores do ano. O que é que uma coisa tem a ver com outra? Absolutamente nada.

Dois comboios descarrilaram na linha de Cascais. Parece que isto dos comboios descarrilarem anda a tornar-se moda. Como meio de incentivo ao uso de transportes públicos não me parece grande ideia. A não ser que a ideia seja afastar as pessoas dessas linhas para depois invocar o decréscimo do número de passageiros como justificação para a supressão de carreiras ou mesmo encerrá-las. Já aconteceu antes.

Arnold Schwarznegger, ex-Governador da Califórnia, voltou ao cinema com o filme “The Last Stand”.  Fernando Seara, o marido da Judite, actual presidente da Câmara de Sintra e candidato à Câmara de Lisboa, teve uma breve participação na telenovela da TVI, “Doce Tentação”. Tem tudo a ver.

Esta notícia ainda é fresca, por isso não sei os detalhes, mas consta que um Acórdão do Tribunal Constitucional, invocando novos factos pode viabilizar um recurso extraordinário que levará à repetição do julgamento de quatro dos condenados no Processo Casa Pia. Acho mal. A não ser que o remake seja mesmo muito bom e que termine de forma radicalmente diferente, penso que ainda é cedo para se meterem nisso. Às vezes até dá ideia que a história ainda não acabou. Ainda por cima, com os mesmos actores. Não faz sentido.

Em 2002, um homem foi vítima de um acidente de viação e ficou incapacitado sexualmente. Onze anos depois, um acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra declara que a mulher desse sujeito tem direito a uma indemnização de 25 mil euros. A questão que se coloca não é quem vai pagar essa indemnização, mas o seu propósito.  Agora indemnizam-se as pessoas por deixarem de ter quem lhes salte para cima, é? Este gente nunca deve ter ouvido falar em “arranjos” ou, em português mais claro, “adultério”. Quero ver se isto faz escola. Daqui a tempos, em vez de irem aos bancos pedir dinheiro emprestado, vão ao Tribunal queixar-se que o esposo ou a esposa não dão vazão na cama.

 Rumores infundados e maldosos afirmam que o Governo tem intenção de despedir entre 30 mil a 50 mil funcionários do Ministério da Educação e Ciência. A dedida é uma das propostas apresentadas no último relatório do FMI. Nuno Crato já tentou acalmar a polémica dizendo: “Uma coisa é o relatório do FMI, outra é o que o Governo vai fazer.” Em termos de acalmar a polémica, as declarações de Crato foram o equivalente a apagar um incêndio numa refinaria com um camião carregadinho de combustível. Ensinados pela experiência governativa e pela máxima “Temos de ir para além da Troika“, o mais provável é estarmos a falar do despedimento de 60 mil a 100 mil funcionários. Mais coisa, menos coisa.

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